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Mensagem  Fábio Henrique em Sex Mar 14, 2008 8:56 pm

Tópico 1º "I"

Fábio Henrique
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Doenças relacionadas com a água

Mensagem  Pâmela (; em Sab Abr 05, 2008 3:27 pm

CLASSIFICAÇÃO DAS ÁGUAS QUANTO À QUALIDADE

água potável - Denominada aquela que não tem micróbios patogênicos, nem substâncias químicas além dos limites de tolerância e não é desagradável pelo seu aspecto, a quaisquer dos nossos sentidos (visão, olfato, tato e paladar);

água poluída - É aquela que contém substâncias que modificam sua caraterística e a tornam imprópria para o consumo.

água contaminada - É a que contém micróbios patogênicos ou substâncias venenosas.Riscos de doenças através do uso da água
A água contaminada pode de várias maneiras prejudicar a saúde das pessoas, quais sejam:

* Através da ingestão direta
* Na ingestão de alimentos
* Pelo seu uso na higiene pessoal e no lazer
* Na agricultura
* Na indústria

Os riscos relacionados com a água, podem ser distribuídos em duas categorias principais:

1. Riscos relacionados com a ingestão de água contaminada por agentes biológicos (vírus, bactérias e parasitas) ou através de contato direto ou por meio de insetos vetores que necessitam da água em seu ciclo biológico
2. Riscos derivados de poluentes químicos e radioativos, geralmente efluentes de esgotos industriais.

Agentes de doenças

Os principais agentes biológicos encontrados nas águas contaminadas são os parasitas, as bactérias patógenas e os vírus.

Parasitas são animais unicelulares que se alimentam do sangue de outro. Nascem e/ou crescem e/ou se reproduzem em outros corpos organizados. Em geral são protozoários, vermes ou fungos.
São exemplos de doenças conhecidas em nossa região:

* provocadas por protozoários ® as amebíases, tricomonas, doença de Chagas, malária, entre muitas outras;
* provocadas por vermes ® amarelão, lombrigas, filariose, solitária, esquistosomose, etc;
* por fungos ® Micoses em geral (pé de atleta, candidíases, algumas dermatoses, etc.)

Bactérias são parasitas unicelulares que constitui a classe dos esquizomicetos, e cujos tipos morfológicos fundamentais são os cocos, os bacilos e os espirilos. As bactérias patógenas encontradas na água e/ou alimentos, constituem uma das principais fontes de morbidade e mortalidade em nosso meio. São os responsáveis pelos numerosos casos de enterites, diarréias infantis e doenças epidêmicas com resultados freqüentemente letais. Exemplos de doenças bastante conhecidas em nosso meio também provocadas por bactérias são: leptospirose, tifo, Febre Tifóide, brucelose, lepra, cólera, difteria, tétano, meningite, coqueluche e várias doenças venéreas, doenças nos olhos e na boca.

morbidade: capacidade de produzir doença
numa pessoa ou num grupo delas.

Vírus são diminutos agentes infecciosos, invisíveis, com algumas exceções, pela microscopia óptica, e que se caracterizam por não terem metabolismo independente e terem capacidade de reprodução apenas no interior de células hospedeiras vivas.

São típicas doenças viróticas e comuns em nossa região, as gripes e resfriados, catapora (varicela), rubéola, sarampo, caxumba, febre amarela, raiva e Hepatite Infecciosa e poliomielite viróticas e alguns tipos de doenças venéreas.

Os vírus mais comumente encontrados nas águas contaminadas por dejetos humanos são os da Hepatite Infecciosa infecciosa e da poliomielite.

Principais doenças relacionadas com a água e seus agentes

Dos parasitas que podem ser ingeridos através da água, destaca-se a Entamoeba histolítica, causadora da amebíase e suas complicações. A Entamoeba histolítica é encontrada sobretudo em países quentes e em locais onde existem más condições sanitárias.
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Pâmela (;

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Principais doenças relacionada com a agua; curiosidades sobre a agua; doença de transmição hidrica (dengue)

Mensagem  Pâmela (; em Sab Abr 05, 2008 3:52 pm

Very Happy

Olá caros(as) amigos(as) estão aki as
Principais Doenças Relacionadas com a Água
Por ingestão de água contaminada:

* Cólera
* Disenteria amebiana
* Disenteria bacilar
* Febre tifóide e paratifóide

* Gastroenterite
* Giardise
* Hepatite infecciosa
* Leptospirose
* Paralisia infantil
* Salmonelose

Por contato com água contaminada:

* Escabiose (doença parasitária cutânea conhecida como Sarna)
* Tracoma (mais frequente nas zonas rurais)
* Verminoses, tendo a água como um estágio do ciclo
* Esquistossomose

Por meio de insetos que se desenvolvem na água:

* Dengue
* Febre Amarela
* Filariose
* Malária

Cólera, febre tifóide e paratifóide são doenças freqüentemente ocasionadas por águas contaminadas e penetram pela pele.

O QUE SE DEVE FAZER affraid

* ter um sistema de abastecimento e tratamento da água, com fornecimento em quantidade e qualidade para consumo, tanto para uso doméstico, como para uso coletivo.
* proteger-se de contaminação dos rios, lagos ou outras fontes de água.
* manter a limpeza e a higiene

Você sabia?

* Os seres humanos têm 65% do seu peso formado de água
* Em um clima temperado, um adulto precisa ingerir cerca de 3 litros de água por dia
* Em casa, 78% do consumo de água, em média, é gasto no banheiro
* 70% da terra é ocupada pela água
* Cerca de 98% da água do planeta é salgada, 2% referem-se à água doce
* Destes 2% apenas 10% servem para abastecimento
* Mais de 1,1 bilhão de pessoas no mundo não possuem acesso a água de qualidade (água potável)

Disponibilidade mundial da água

* 97,30% - Oceanos. São impróprias para consumo e agricultura
* 2,34% - Gelo. Só pode ser aproveitada por meio de lençóis subterrâneos muito difíceis de acessar
* 0,36% - Rios, lagos e pântanos (água potável)

Distribuição da Água potável

* 80% desta água - agricultura
* 15% desta água - indústria
* 5% desta água - consumo humano


Doença de transmissão hídrica


Dengue

O dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue- 1, 2, 3 e 4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. O dengue está se expandindo rapidamente, e espera-se que nos próximos anos a transmissão aumente por todas as áreas tropicais do mundo.
Transmissão

No Brasil, circulam os tipos 1, 2 e 3. O vírus 3 está presente desde dezembro de 2000 (foi isolado em janeiro de 2001, no Rio). O dengue pode ser transmitido por duas espécies de mosquitos (Aëdes aegypti e Aëdes albopictus), que picam durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que pica durante a noite.

Os transmissores de dengue, principalmente o Aëdes aegypti, proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis etc) em qualquer coleção de água limpa (caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central (aquário), também podem servir como criadouros. A transmissão do dengue é mais comum em cidades. Também pode ocorrer em áreas rurais, mas é incomum em locais com altitudes superiores a 1200 metros.

O Aëdes aegypti, atualmente, está presente em cerca de 3600 municípios brasileiros. O único modo possível de evitar a introdução de um novo tipo do vírus do dengue é a eliminação dos transmissores. O Aëdes aegypti também pode transmitir a febre amarela.
Riscos

Cerca de dois bilhões de pessoas vivem em áreas onde é possível a transmissão de dengue. O número de casos é estimado entre 50 e 100 milhões por ano. No Continente Americano, em 1995 foram notificados 250 mil casos de dengue, e 7 mil da forma grave da doença.

As áreas de maior risco são: América Central, América do Sul (exceto Chile, Paraguai e Argentina), América do Norte (México), África, Austrália, Caribe (exceto Cuba e Ilhas Caymam), China, Ilhas do Pacífico, Índia, Sudeste Asiático e Taiwan. Nos Estados Unidos a ocorrência de dengue é incomum, porém em 1995 foram registrados casos de transmissão no Texas.
Medidas de proteção individual

Ainda não existem vacinas disponíveis contra o dengue, embora as pesquisas estejam em fase avançada. Uma pessoa não transmite dengue diretamente para outra, para que isto ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter multiplicado, pique uma pessoa que ainda não teve a doença.

A transmissão de dengue ocorre em áreas que também são de risco potencial para febre amarela (a vacina deve estar atualizada) e, geralmente, também para malária. Devem ser adotadas, portanto, medidas de proteção contra infecções transmitidas por insetos, que são as mesmas empregadas contra a febre amarela e a malária. É importante saber que, embora a transmissão dessas doenças possa ocorrer ao ar livre, o risco maior é no interior de habitações. Não existe comprovação da eficácia do uso de vitaminas do complexo B ou de pílulas de alho na profilaxia do dengue (ou de qualquer outra doença transmitida por vetores).

O viajante deve usar, sempre que possível, calças e camisas de manga comprida e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (30%). Antes de adquirir um repelente, certifique-se da concentração de DEET no produto. Além disso, deve procurar hospedar-se em locais que disponham de ar-condicionado ou utilizar mosquiteiros impregnados com permetrina e inseticida em aerosol nos locais onde for dormir.

Pessoas que estiveram em uma área de risco para dengue e que apresentem febre, durante ou após a viagem, devem procurar um Serviço de Saúde para esclarecimento diagnóstico. As áreas de transmissão do dengue podem ser as mesmas da febre amarela ou da malária. Em todas as pessoas com suspeita de dengue que estiveram em áreas de transmissão dessas doenças, é importante que seja sempre afastado o diagnóstico de febre amarela e investigada a possibilidade de malária, doença para qual existe tratamento específico eficaz.
Recomendações para áreas de transmissão

O dengue é transmitido pela picada de mosquitos (mais comumente o Aëdes aegypti) que proliferam dentro ou nas proximidades de habitações. Esses mosquitos criam-se na água, obrigatoriamente. A fêmea do mosquito põe os ovos dentro de qualquer recipiente (caixas d'água, latas, pneus, cacos de vidro etc) que contenha água mais ou menos limpa, colando os ovos nas paredes dos recipientes, bem próximos da água. Os ovos ficam aderidos, e não morrem mesmo que o recipiente fique seco. Não adianta, portanto, apenas substituir a água, mesmo que isso seja feito com freqüência. Desses ovos surgem as larvas, que, depois de algum tempo vivendo na água, vão formar novos mosquitos adultos.

O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para isso é importante que recipientes que possam encher-se de água sejam descartados ou fiquem protegidos com tampas. Qualquer recipiente com água e sem tampa, inclusive as caixas d' água, podem ser criadouros dos mosquitos que transmitem o dengue.

Para reduzir a população do mosquito adulto, é feita a aplicação de inseticida através do "fumacê", que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemia. O "fumacê" não acaba com os criadouros e precisa ser sempre repetido, o que é indesejável, para matar os mosquitos que vão se formando. Por isso, é importante eliminar os criadouros do mosquito transmissor. Além do dengue, se estará também evitando que a febre amarela, que não ocorre nas cidades brasileiras desde 1942, volte a ser transmitida. As medidas eficazes, em residências, escolas e locais de trabalho, são:

Substituir a água dos vasos de plantas por terra e manter seco o prato coletor de água.

* utilizar água tratada com cloro (40 gotas de água sanitária a 2,5% para cada litro) para regar bromélias, duas vezes por semana.*
* desobstruir as calhas do telhado, para não haver acúmulo de água.
* não deixar pneus ou recipientes que possam acumular água expostos à chuva.
* manter sempre tampadas as caixas d'água, cisternas, barris e filtros.
* acondicionar o lixo em sacos plásticos fechados ou latões com tampa.

Manifestações

A infecção causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4) do vírus do dengue produz as mesmas manifestações. A determinação do tipo do vírus do dengue que causou a infecção é irrelevante para o tratamento da pessoa doente. O dengue é uma doença que, na grande maioria dos casos (mais de 95%), causa desconforto e transtornos, mas não coloca em risco a vida das pessoas. As manifestações iniciais são febre alta, dor de cabeça, muita dor no corpo e, às vezes, vômitos. É freqüente que, 3 a 4 dias após o início da febre, ocorram manchas vermelhas na pele, parecidas com as do sarampo ou rubéola, e prurido ("coceira"). Também é comum que ocorram pequenos sangramentos (nariz, gengivas).

A maioria das pessoas, após quatro ou cinco dias, começa e melhorar e recupera-se por completo, gradativamente, em cerca de dez dias. Em alguns casos (a minoria), nos três primeiros dias depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sangüínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada de dengue "hemorrágico". Este nome pode fazer com que se pense que sempre ocorrem sangramentos, o que não é verdadeiro. A gravidade está relacionada, principalmente, à diminuição da pressão sangüínea, que deve ser tratada rapidamente, uma vez que pode levar ao óbito. O dengue grave pode acontecer mesmo em quem tem a doença pela primeira vez.

O doente se recupera, geralmente sem nenhum tipo de problema. Além disso, fica imunizado contra o tipo de vírus (1, 2, 3 ou 4) que causou a doença. No entanto, pode adoecer novamente com os outros tipos de vírus do dengue. Em outras palavras, se a infecção foi com o tipo 2, a pessoa pode ter novamente o dengue causado pelos vírus dos tipos 1, 3 ou 4. Em uma segunda infecção, o risco da forma grave é maior, mas não é obrigatório que aconteça.

As manifestações iniciais do dengue são as mesmas de diversas outras doenças (febre amarela, malária, leptospirose). Também não servem para indicar se o dengue vai ser mais grave. Por isto é importante sempre procurar rápido um Serviço de Saúde, para uma avaliação médica. A meningite meningocócica pode ser muito parecida com o dengue grave, mas a pessoa piora muito mais rapidamente (logo no primeiro ou segundo dia de doença). O dengue pode se tornar mais grave apenas quando a pessoa começa a melhorar, e o período mais perigoso vai até três dias depois que a febre desaparece.

O dengue não tem tratamento específico. Quando não há dúvida que a pessoa tem dengue, na maioria das vezes o médico pode recomendar que o tratamento seja feito em casa, basicamente com antitérmicos e com uma solução para reidratação oral (disponível nas Unidades de Saúde), que deve ser iniciada o mais rápido possível. Alguns cuidados devem ser observados:

Não tomar remédios sem recomendação do médico. Todos os medicamentos podem ter efeitos colaterais e alguns que podem até agravar a doença.

Alguns medicamentos para dor e febre podem aumentar o risco de sangramento, como os que contém ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® e outros). Outros podem ocasionar erupções na pele, semelhantes às causadas pelo dengue, como os que contém dipirona Novalgina®, Dipirona®, Dorflex® e outros). Os antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid® etc) também, não devem ser utilizados como antitérmicos pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas.

O paracetamol (Dôrico®, Tylenol® etc), mais utilizado para tratar a dor e a febre no dengue, deve ser tomado rigorosamente nas doses e no intervalo prescritos pelo médico, uma vez que em doses muito altas pode causar lesão hepática.

Beber a maior quantidade possível de líquido. Não é necessária nenhuma dieta. Procure alimentar-se normalmente.

É absolutamente necessário estar atento para as manifestações que podem indicar gravidade, o que pode acontecer, geralmente, a partir do momento em que a febre começa a ceder:

* dor constante abaixo das costelas, do lado direito (fígado).
* suores frios por tempo prolongado, tonteiras ou desmaios ( pressão baixa).
* pele fria e pegajosa por tempo prolongado (pressão muito baixa).
* sangramentos que não param.
* fezes escuras como borra de café (sangramento intestinal).

Se qualquer uma destas manifestações aparecer, a pessoa deve ser levada imediatamente ao Serviço de Saúde mais próximo.





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Mensagem  Pâmela (; em Sab Abr 05, 2008 3:58 pm

Para quem não sabe O que são doenças de tranmissão hídrica Question affraid


A água é um importante veículo de transmissão de doenças notadamente do aparelho intestinal. Os microorganismos patogênicos responsáveis por essas doenças atingem a água com os excretas de pessoas ou animais infectados, dando como conseqüências as denominadas “doenças de transmissão hídrica”.
Em geral, os microorganismos normalmente presentes na água podem:

* ter seu “habitat” normal nas águas de superfície
* ter sido carreados pelas enxurradas
* provir de esgotos domésticos e outros resíduos orgânicos, que atingiram a água por diversos meios
* ter sido trazidos pelas chuvas na lavagem da atmosfera

Os microorganismos patogênicos não são de fácil identificação em laboratório.Utiliza-se assim os microorganismos do grupo coliforme. Neste grupo encontram-se os coliformes fecais, habitantes normais dos intestinos dos animais superiores e outros de vida livre, que são de identificação mais fácil; sua presença indica provável existência de excreta e, portanto, possibilidade de ocorrência de germes patogênicos de origem intestinal.

Emprega-se assim o chamado índice de coli para determinar o grau de contaminação de uma água. Oportuno assinalar que, em princípio, existe uma certa correlação entre o número de coliformes e doenças de transmissão hídrica; estudos epidemiológicos, com base na estatística, podem, inclusive, correlacionar o número de coliformes com o número de determinados microorganismos patogênicos. Oportuno também assinalar que a presença de coliformes nem sempre indica a obrigatoriedade de existência de agentes patogênicos e, portanto, de ocorrência de doenças. Assim, a presença de coliformes, em determinadas concentrações, deve ser encarada como um sinal de alerta indicando a possibilidade de haver uma poluição e/ou contaminação fecal, principalmente quando ocorrem variações bruscas do número de coliformes numa determinada água.
Relativamente aos microorganismos patogênicos, as doenças de transmissão hídrica podem ser ocasionadas por:

* bactérias: febre tifóide, febres paratifóides, disenteria bacilar, cólera
* protozoários: amebíase ou disenteria amebiana
* vermes (helmintos) e larvas: esquistossomíase
* vírus: hepatite infecciosa e poliomielite

Doenças de origem hídrica
Os quatro tipos de contaminantes tóxicos podem ser nos sistemas públicos de abastecimento de água são:

* contaminantes naturais de uma água que esteve em contato com formação minerais venenosas
* contaminantes naturais de uma água na qual se desenvolveram determinadas colônias de microorganismos venenosos
* contaminantes introduzidos na água em virtude de certas obras hidráulicas defeituosas (principalmente tubos metálicos) ou de práticas inadequadas no tratamento da água
* contaminantes introduzidos nos cursos d´água por certos dejetos industriais.

Os contaminantes de origem mineral incluem o flúor, o selênio, o arsênico e o boro, e, com exceção do flúor, raramente são encontrados em teores capazes de ocasionar danos.

Quanto ao flúor, teores maiores que 1 ppm são responsáveis pela fluorose dos dentes, e, por outro lado, ausência de fluoretos beneficia o aparecimento de cáries dentárias; o teor ótimo é em torno de 1 ppm.

Os contaminantes naturais ocasionados por colônias de microorganismos venenosos, como certos tipos de algas, dão à água aspecto repulsivo ao homem, que tem assim uma defesa natural através dos seus sentidos; não obstante, a mortalidade de gado que ingere esses contaminantes tem sido verificada.

Os contaminantes introduzidos pela corrosão de tubulações metálicas podem ocasionar distúrbios, principalmente em águas moles ou que contenham certo teor de bióxido de carbono (o que pode ocorrer por prática inadequada no tratamento da água).

Dos metais empregados nas tubulações, o único de toxidez comprovada (e cumulativa) é o chumbo, que pode ocasionar o envenenamento conhecido como saturnismo.

Cobre, zinco e ferro, mesmo em pequenas quantidades, dão à água gosto metálico característico e são responsáveis por certos distúrbios em determinadas operações industriais.

O tratamento químico da água para a coagulação, desinfecção e destruição de algas ou controle da corrosão pode ser uma fonte potencial de contaminação.

Todas as variedades de contaminantes tóxicos podem provir dos despejos líquidos industriais. Daí a importância sanitária do controle de despejos industriais.
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